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especiais COLESTEROL

O lado ruim das estatinas

Débora Mamber

Baixar significativamente os níveis de LDL tornou-se possível graças à chegada das estatinas ao mercado farmacêutico, há pouco menos de 20 anos. Hoje, elas são a classe de remédios mais vendida no planeta. Mas essas mesmas substâncias acabaram levando a uma outra discussão: seu uso aumentaria o perigo de um câncer. De fato, um estudo publicado no periódico americano Journal of the American College of Cardiology apontou um leve aumento da probabilidade de tumores em usuários de estatinas. Outras pesquisas, no entanto, sugerem o inverso. Por enquanto, a maioria dos cardiologistas defende que o benefício desse tipo de medicação na prevenção de doenças cardiovasculares justifica o risco.

Outros efeitos colaterais assombram quem precisa da droga. Os mais comuns são dores musculares, cãibras e fraqueza, já que ela atrapalha a atividade de uma proteína envolvida na contração dos músculos. Em casos extremos, as fibras musculares são destruídas. O medicamento também poderia provocar a obstrução das vias biliares, além de males hepáticos em quem abusa do álcool. O perigo cresce uanto maior for a dosagem. Diante desses inconvenientes, a pergunta é: quem pode abrir mão das estatinas? Na edição especial de SAÚDE! sobre o colesterol, o cardiologista Protásio Lemos da Luz, do Instituto do Coração, deu a resposta: As pessoas com o colesterol um pouco aumentado e que nunca sofreram problemas cardiovasculares não devem tomar o remédio. Não faz sentido: ele é caro e o tratamento é de longo prazo.

 
 
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