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Nutrição MATÉRIA

Dois ácidos em equilíbrio

por DIOGO SPONCHIATO

Tenha certeza de uma coisa: sua dieta é bem mais íntima do legítimo primo do ômega-3, o ômega-6. Sim, ele freqüenta com maior assiduidade a sua mesa, já que dá as caras em quase todos os óleos vegetais, como os de milho, canola e soja, e em alimentos industrializados, como as margarinas. “A questão é que, dentro do organismo, o tipo 6 é um precursor de substâncias pró-inflamatórias”, explica a nutricionista Adriana Kobayashi. Se exagerarmos nessa gordura e deixarmos de lado seu parente mais conhecido, o corpo pode ficar refém de inflamações que se repetem.

O segredo é procurar seguir a proporção ideal entre os dois ômegas — meta difícil, vamos reconhecer, para medidas caseiras. Ela varia de 4 a 6 gramas de ômega-6 para 1 grama de ômega-3. De modo geral, quem adota uma dieta em que entrem peixes de água fria no mínimo duas vezes por semana, além de outros pratos preparados com óleo vegetal, por exemplo, já alcança o tal equilíbrio. Não são necessárias doses cavalares de ômega-3. “O problema é que, na dieta do brasileiro, a proporção é de 20 do tipo 6 para 1 do outro”, estima a nutricionista Daniela Jobst.

Parte da saída seria maneirar nos óleos. “Mas o mais importante é estimular o consumo de fontes de ômega-3”, frisa Adriana. Aliás, as duas gorduras até convivem nos mesmos alimentos. “Na composição do óleo de soja, por exemplo, são 54% de ômega-6 e de 7 a 8% de ômega-3”, calcula o bioquímico Jorge Mancini, professor da Universidade de São Paulo.

 
 
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