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Medicina MATÉRIA

Medidas gordurosas

Por Fábio de Oliveira
reportagem THEO RUPRECHT
design GIOVANNI TINT

DOBRAS CUTÂNEAS
Esse exame usa o adipômetro, instrumento semelhante a uma garra. O especialista aperta os pneus do corpo para medir a porção de gordura em cada região. Ele até é válido para as academias, mas não é muito preciso, opina João Paulo Moura, coordenador técnico da academia Citrus Gym, em São Paulo.

BIOIMPEDÂNCIA
Um eletrodo é afi xado na mão e outro no pé. Aí, uma corrente elétrica imperceptível para a pessoa atravessa todo o corpo. A velocidade com que ela trafega de um extremo a outro do corpo fornece a taxa de gordura de maneira rápida e acurada. Quanto mais lento o trânsito, mais cheio de gordura o indivíduo.

PLETISMOGRAFIA
O indivíduo entra numa cápsula que mede o volume de ar e a pressão em seu interior. Então, por meio de cálculos que estabelecem a diferença entre o ar e a pressão antes do teste e durante a avaliação, chega-se ao nível de gordura corporal. É confi ável.

CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL
Com o auxílio da velha fi ta métrica, mede-se a cintura para ter uma estimativa da quantidade de gordura visceral, aquela que se concentra entre os órgãos. Para os marmanjos, o limite é de 90 centímetros de circunferência. Já para as mulheres, o limite ideal saudável seria 80 centímetros. Acima desse limiar, é problema na certa.

IMC
Para obtê-lo, basta dividir o peso, em quilos, pela altura ao quadrado, em metros. O IMC é impreciso porque não contempla quanto dessa massa, em quilos, é composta de músculos e quanto é composta de gordura, analisa João César Castro Soares, endocrinologista da Universidade Federal de São Paulo. E essa fi cha, embora pareça extremamente óbvia, só caiu agora.

 
 
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