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corpo MATÉRIA

Onde a tatuagem tende a se deformar

por Thais Szegö | design Giovanni Tinti | fotos Omar Paixão

Certas cores, como o verde e o vermelho, são dificílimas de ser retiradas, diferentemente do preto, que, com poucas sessões, pode ir embora ligeiro, sobretudo se as linhas forem fininhas. E, se for para se arrepender, que se arrependa depressa. Quanto mais antiga a tatuagem, mais complicada sua remoção. “Com o tempo, o pigmento vai se deslocando para camadas mais profundas da pele”, observa Luciane Scattone. Depois de escolher a parte do corpo e refletir sobre o desenho, é hora de procurar um estúdio. “Certifique-se de que ele é filiado ao sindicato dos tatuadores”, recomenda Sérgio Pisani, dono da Tattoo You, em São Paulo. “Repare também nas condições de higiene. O piso do estúdio deve ser lavável e os utensílios, desinfetados em autoclave, um aparelho que usa vapor com pressão e temperatura elevadas para uma esterilização eficaz”, acrescenta.

A tatuagem fica protegida por um curativo, que pode ser retirado após três horas. Daí em diante, é só passar uma pomada cicatrizante por sete dias. “Enquanto as casquinhas não caírem, é proibido entrar no mar, para evitar contaminações, ou fazer sauna, porque o calor pode retardar a cicatrização”, avisa Pisani. Mais: durante esse tempo, nada de se banhar em piscinas tratadas com cloro, pois a substância costuma reagir com a tinta. O sol é um caso à parte. “Por mais tempo que tenha a tatuagem, toda vez que for se expor aos raios UV, passe um filtro com fator de proteção 60”, ensina Pisani. Um cuidado que mantém as cores vivas por muitos anos.

 
 
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