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Bichos MATÉRIAS

Sarna: proteja seu cão

Sarnento, eu?
Para prevenir a sarna, preste muita atenção por onde e com quem anda seu bicho de estimação

por Michele Veronese | design Giovanni Tinti e Thiago Lyra

Se você acha que só o animal que vive solto pelas ruas e nunca tomou um banho na vida está sujeito à doença, engana-se redondamente. Aquele que mora em casa ou apê e está habituado aos mimos das pet shops é candidatíssimo à escabiose sarcóptica, a popular sarna. Qualquer animal limpo e saudável pode contraí-la, alerta o veterinário Mauro Luis Machado, do Hospital de Clínicas Veterinárias da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Basta entrar em contato com os ácaros responsáveis pela doença. E eles estão na coberta, na escova, no brinquedo peludo... Os germes saltam para a pele do animal e ali vão se multiplicando, multiplicando... E então, 15 dias depois, tem início o coça-coça que deixa o bicho pra lá de estressado. O pêlo começa a cair e, se o dono não tratar depressa, surgem lesões que podem se infeccionar, lembra Soledad Chiesa, diretora científica da Sociedade Paulista de Medicina Veterinária.

Mas nem sempre os sintomas são tão evidentes. Há outros tipos de sarna, menos comuns e bem mais sorrateiros. A de orelha, por exemplo, atinge apenas essa parte do corpo e, por causa da coceira, costuma ser confundida com a otite, uma inflamação do ouvido. Para tirar a prova, só mesmo o olho atento do especialista. O que costuma entregar que é sarna é a cera, que fica bem escurecida, diz Soledad.

 
 
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