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Medicina MATÉRIA

Meningite: prevenção

por Fábio de Oliveira | design Robson Quinafélix| foto Dercílio

Felizmente já existem vacinas que garantem imunidade contra um trio de bactérias com culpa no cartório quando o assunto é a inflamação das meninges: o pneumococo, o meningococo, o nome popular da Neisseria meningitidis, e o hemófilus. Mas para barrar os vírus capazes de desempenhar o papel principal nesse drama ainda não há imunizante. Por falar em drama, alguns sintomas denunciam seu desenrolar, como dor de cabeça, muito comum em adultos com a infecção, e rigidez na nuca.

"É que as meninges inflamadas perdem a elasticidade", explica Jessica Presa. "Crianças abaixo de 1 ano têm febre alta, palidez ou mudança de comportamento, quer dizer, ficam extremamente agitadas ou quietas demais", acrescenta a pediatra. "A meningite é uma doença muito séria", afirma o infectologista David Uip, presidente da Comissão de Infecção Hospitalar do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. "Ao menor sinal de suspeita deve-se procurar um médico para obter um diagnóstico. A perda de tempo costuma ser fatal." E eis a questão: apesar de as crianças serem mais afetadas por causa das defesas imaturas, os mais velhos é que costumam perder tempo.

Quando o filho sente dor de cabeça, os pais tendem a levá-lo correndo ao pediatra, enquanto o adulto desperdiça horas preciosas achando que o mal-estar pode ser conseqüência de algo que comeu ou bebeu, por exemplo. O tratamento da meningite é sempre urgente. A versão bacteriana requer antibióticos e internação numa UTI, enquanto na viral geralmente o paciente fica em observação. Pressa é palavra de ordem. Se você quer agir com calma, o melhor é se vacinar e evitar toda essa baita pressão.

 
 
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