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Segundo Rodrigo Ubukata, o veterinário oncologista de Thor, a doença está sob controle e o cão só precisa de um acompanhamento periódico. "Quando o problema não pode ser solucionado com cirurgia, como em casos de leucemia, a quimioterapia é a saída", disse à SAÚDE! o também oncologista Phil Bergman, da Veterinary Cancer Society, nos Estados Unidos. "No tratamento do linfoma, por exemplo, a doença costuma regredir em 90% das ocorrências.
Há outras situações em que esse tipo de tratamento costuma ser eficaz. "A quimio é indicada antes de cirurgias para reduzir o volume do tumor e facilitar o procedimento. E também após a sua remoção, para prevenir seu reaparecimento ou uma metástase.
Por fim, para aumentar a sobrevida do animal", explica a veterinária Renata Sobral, da clínica Provet, em São Paulo, cuja especialidade também é a oncologia. "Quanto mais precoce o diagnóstico, melhores os resultados, embora possamos obter sucesso até mesmo em fases avançadas da doença", explica Rodrigo Ubukata.
Uma boa notícia é que para os animais a quimioterapia não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. "Em 95% dos pacientes, não observamos efeitos colaterais significativos", tranqüiliza Ubukata. Nos demais, segundo ele, podem ocorrer episódios raros de náusea e diarréia, queda na imunidade, anemia ou perda de pêlos, que voltam a crescer após a suspensão dos medicamentos. "Mas há remédios que amenizam esses sintomas, protegendo o estômago, evitando enjôos e melhorando as defesas", afirma Renata. As sessões de quimioterapia podem ser semanais, quinzenais ou mensais, com duração de 15 minutos a seis horas, dependendo da droga utilizada. A maioria delas é administrada pela veia, mas existem outras que são aplicadas sob a pele, no músculo, direto no tumor ou via oral. O tempo de tratamento varia de um mês a um ano.
Quimioterapia em ação
As drogas que entram nesse tratamento variam, mas o mecanismo de ação é o mesmo. Sua função é provocar falhas no processo de multiplicação celular constante, que caracteriza a doença. O resultado desse bombardeio químico é a morte das células cancerosas e, conseqüentemente, a redução delas no organismo. Ocorre, porém, que esses medicamentos não conseguem distinguir as células doentes das sadias, que também se renovam continuamente no sangue, no sistema digestivo e na pele, por exemplo. Elas também são atacadas, levando a problemas como anemia, imunossupressão e queda de pêlos. Esses efeitos adversos são mais leves do que os observados em humanos.
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