Dieta dos pontos Leia, use, aprenda a comer de tudo e emagreça de vez (com muito prazer!)
Por que isso acontece? "O ciclo dia/ noite, ou claro/escuro, é um potente sincronizador do nosso relógio biológico", explica o biomédico Luiz Menna- Barreto, da Universidade de São Paulo (USP). Basta um descompasso nesse ritmo para surgir um mal-estar desencadeado pela ausência de luz suficiente em pleno dia. "Quando isso acontece, a sensação é parecida com aquela que se manifesta quando você tem que acordar cedo na segunda-feira, depois de um final de semana de festas e poucas horas de sono", compara ele.
A saída é, ao pé da letra, buscar uma luz. Luz natural, bem entendido. "A simples exposição do corpo à luz aumenta a produção da serotonina, um hormônio ligado ao bem-estar capaz de regular oscilações de humor", explica o neuropsiquiatra Rubens Pitliuk, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Já a melatonina, hormônio responsável pelo relaxamento e poderoso indutor do sono, é secretado justamente na ausência da luminosidade (veja o infográfico ao lado). É por isso que, quando chega o frio e as noites ficam mais longas, a depressão sazonal dá as caras com força total. "No outono e no inverno, os dias ficam progressivamente mais curtos, o que leva a uma maior procura por psiquiatras, especialmente nos países mais distantes da linha do equador", concorda Menna-Barreto.
Relógio Biológico
Entenda como a incidência da luz regula o funcionamento do organismo
1 - Quando escurece, o hipotálamo, região mais central do cérebro, recebe da retina a mensagem de que a luz natural diminuiu. Então, o núcleo supraquiasmático, nosso relógio biológico que fica bem ali, aciona a glândula pineal para que ela produza melatonina. Esse hormônio percorre a corrente sangüínea, informando as células que é hora de repousar.
2 - Ao raiar do sol, a retina faz o inverso: envia ao hipotálamo sinais elétricos avisando que a luz chegou, não importa que estejamos dormindo ou apenas com os olhos fechados. Ao receber o recado, a glândula pineal suspende imediatamente a produção de melatonina e, assim, o corpo entende que é hora de acordar.
De fato, a depressão sazonal, ou SAD (sigla em inglês para Seasonal Affective Disorder, ou Distúrbio Afetivo Sazonal), é mais forte em países onde o inverno é quase sinônimo de escuridão, como os da Escandinávia. No Brasil a variação na incidência da luz não é tão grande nem nossas estações são tão definidas. Apesar disso, os sintomas da SAD também incomodam quem vive em terras tropicais. "Em São Paulo, por exemplo, entre o ápice do inverno e o do verão há uma diferença de claridade de três horas, para mais ou para menos, e ela abala, sim, o humor", garante a psiquiatra e psicofarmacóloga Helena Maria Calil, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Helena Maria sabe o que diz, porque foi uma das autoras de uma análise, publicada em 2000, sobre a influência do clima no cotidiano de 750 moradores da capital paulista (veja o quadro ao lado). O estudo apontou, entre outras coisas, que a depressão sazonal tem diferentes níveis. "Em algumas pessoas ela causa alterações mínimas. Em outras, provoca mudanças mais evidentes, mas que não chegam a atrapalhar o dia-adia", diz Rubens Pitliuk. "Há ainda aquelas que apresentam uma perturbação significativa, só que não a ponto de fazê-las procurar um médico. E existe ainda um grupo gravemente afetado que acaba com sérios problemas de sono e humor", completa.
Apesar de os incômodos causados pela sazonalidade serem mais comuns nos dias cinzentos de inverno, algumas pessoas sentem certo desconforto também em pleno verão, sob o sol intenso. Passar o dia fechado num escritório ou ficar longos períodos enfurnado em casa por causa de uma doença ou de uma limitação física também podem detonar esse quadro melancólico em qualquer época do ano. Aliás, ele não discrimina sexo ou idade, embora seja mais comum em pessoas de 20 a 40 anos, especialmente entre quem tem histórico familiar desse tipo de reação.
O tratamento para o problema, que em alguns pacientes nem chega a ser caracterizado como depressão, é a fototerapia. Consiste em submeter o indivíduo a um aparelho que emite luz em intensidade forte o suficiente, perto dos olhos, para penetrar na retina e estimular a produção de serotonina. Para que surtam efeito, as sessões têm que ser diárias, com duração de 30 a 45 minutos (outros detalhes no quadro ao lado). "Os resultados são positivos em 80% dos casos", garante Rubens Pitliuk. "Acabamos de finalizar um estudo sobre a ação da fototerapia contra a depressão sazonal e os efeitos foram muito bons", reforça Helena Maria Calil. Infelizmente, os equipamentos para a terapia da luz só são fabricados no exterior e existem poucos disponíveis no Brasil. "Nas raras vezes em que a fototerapia não acaba com os sintomas do SAD, a saída está nos antidepressivos e na psicoterapia", conclui Pitliuk.
E a luz se fez
Se o sol resolveu tirar uns dias de folga e você tem tendência à depressão sazonal, o jeito é apelar para a fototerapia — uma arma que, se não substitui o astro-rei, tem lá seu poder de fogo. Trata-se de um aparelho munido de lâmpadas capazes de emitir 2,5 mil lux. Essa é a unidade de medida utilizada para quantificar a luz emitida por determinada fonte. Para se ter uma idéia, a luminosidade natural, típica de um dia claro de verão, varia entre 80 mil e 100 mil lux, enquanto em um ambiente fechado a claridade não passa de 500 lux. O tamanho do equipamento utilizado em fototerapia varia — ele pode ser pequeno como uma garrafa de refrigerante de 2 litros ou grande como uma televisão de 29 polegadas. Um vidro especial protege a retina do excesso de luz.


MAIS VISITADOS
MAIS BUSCADAS
Tatuagem Linhaça Calopsita Diabete Ginkgo biloba Fibromialgia Menopausa Metformina Vacinas Infográficos | Testes | HotsitesHome Nesta edição Matérias e extras do mês Edições anteriores Sumários Emagreça com Saúde! Newsletter Quero assinar
Dieta dos pontos Calculadora Tabela de pontos O livro Nutrição Matérias 7 diferenças Bom-apetite Receitas Família Matérias Ai mamãe
Medicina Matérias Maturidade Alternativa Bem-estar Matérias Segredos de Spa Corpo Matérias Qual engorda menos Colunas
Bichos Matérias Boa pergunta Especiais Diabete Pare de fumar AVC Nutrição infantil Tireóide Doenças celiaca Verão Colesterol
Assinaturas Animações Dúvidas freqüentes Fale conosco Expediente Testes Loja